Imagine que você é convidado(a) para uma entrevista num podcast que julga conhecer e, ao chegar lá, percebe que está no lugar errado e que a única solução é continuar ali e torcer para a conversa ser proveitosa.

Essa situação constrangedora, que pode assustar muitas pessoas, aconteceu recentemente com podcaster e escritora Camila Fremder. Na última semana, viralizou a participação dela no podcast Vênus Day Talks, a que ela compareceu acreditando estar no programa Venus Podcast. As reações inusitadas, os comentários da apresentadora Renata Alves de Paula e a dinâmica do momento levaram o assunto aos trending topics do X (ex-Twitter), como um dos mais comentados da mídia social no Brasil.

Porém, o episódio curioso pode nos ensinar lições sobre a importância do branding e do naming e como esses são aliados para o fortalecimento de marcas. Fique à vontade e “sintonize” no conteúdo de hoje.

Um problema de nome

Apesar da falha de comunicação relacionado ao estudo da pauta do episódio do podcast, é inevitável que a existência de nomes muito parecidos entre marcas do mesmo setor confunda os usuários, neste caso, ouvintes.

Assim, apesar de cômica, uma situação como essa pode afetar a percepção do público consumidor, dificultar o posicionamento empresarial, atrapalhar a captação de investimentos no projeto e até contribuir para que uma crise de imagem respingue na “empresa errada”. 

Contudo, é possível minimizar esses efeitos indesejáveis com o branding, uma boa nomeação (ou renomeação) de marca e o registro de marca. Vamos explicar no que consiste cada um desses processos a seguir.

O que é branding?

O branding é o processo contínuo e estratégico de gerir marcas. Para Kotler (2012, p. 259) o termo refere-se a “criar estruturas mentais e ajudar o consumidor a organizar seu conhecimento sobre os produtos de modo a tornar sua tomada de decisão mais clara e, nesse processo, gerar valor à empresa.” Assim, visa transmitir a personalidade, os valores, o modo de ser, fazer e comunicar de uma empresa, gerando valor, diferenciação e uma proposta única para o público-alvo.

Quando você pensa sobre marcas como Adidas, Itaú ou Natura, geralmente o que vem à mente não são apenas produtos, mas identidades, crenças compartilhadas, etc. Tais marcas investem muito em branding para gerar conexões emocionais fortes com os consumidores, reforçando seu posicionamento ao longo de décadas.

Esse grande processo agrega outros de grande importância, como o naming, a criação de identidade visual e de uma marca empregadora (employer branding) e assim por diante. Hoje vamos focar no primeiro.

Naming: muito além de um nome

Imaginando a marca como um indivíduo, enquanto o branding é sua identidade, o naming é o “nome de batismo”. O termo se refere ao processo estratégico de (re)nomear produtos, serviços, linhas, empresas, etc. Porém, mais do que encontrar o nome ideal, busca-se transmitir a essência da marca por meio da linguagem verbal. 

Quando você ouve falar sobre alguma pessoa, aplicativo ou filme, provavelmente já percebeu o poder do nome, que pode gerar associações agradáveis ou desagradáveis, sentimentos de curiosidade ou até estranheza. Tudo isso deve ser considerado pelas equipes que criam nomes icônicos.

O poder de um bom naming

O naming/renaming oferece inúmeras vantagens para os negócios, como a entrada em novos mercados, a diferenciação da concorrência e o posicionamento mercadológico. 

Além disso, um nome estratégico pode ser memorizado facilmente, fortalecendo o reconhecimento de marca, e até tornar-se um sinônimo para um determinado tipo de produto, como nos exemplos abaixo:

Band-Aid: curativo adesivo.

Bombril: esponja de aço.

Chiclets: goma de mascar.

Cotonetes: hastes flexíveis para limpeza.

Gillette: lâmina de barbear.

Maizena: amido de milho.

Xerox: fotocópia. 

Zíper: fecho de correr.

Perigos da falta de um naming adequado

Agora que você conhece os benefícios da nomeação de marca, já deve ter reconhecido alguns erros e perigos que o caso do podcast revela.

Perda de credibilidade: a empresa ou produto podem ser vistos como cópias.

Confusão do público: o consumidor pode ter dificuldade para identificar e diferenciar a sua marca da concorrência, seguir perfis errados nas mídias sociais, marcar exames, entrevistas e outros encontros no local errado, etc.

Problemas legais: a falta de um registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) pode levar a processos judiciais por uso indevido de marca, o que pode custar caro, arruinar a sua credibilidade e levar à perda do negócio.

O registro é a única forma de garantir que a sua marca é exclusivamente sua e de ter respaldo legal em caso de disputa. 

Evite a “sala errada” com a PlanoB

Como forma de evitar situações como a que exemplificamos, oferecemos um serviço de nomeação de marca, alinhado à criação de identidade visual. Ele serve para fortalecer o branding e destacar o seu negócio no mercado.

Entre em contato conosco e saiba mais.

Fonte da imagem: Istock/ Supatman